quarta-feira, 23 de maio de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Anticristo?
Hoje, na fisioterapia, me ocorreu algo curiosíssimo. Quando eu digo que eles estão chegando, que eles vão voltar e que eles são tão ruins quanto os muçulmanos radicais ninguém acredita, mas... volto a reforçar. Cuidado, eles estão chegando.
Tinha voltado à fisioterapia depois de uns bons meses sem freqüentar o lindo recinto cheio de estagiárias que fofocam, comem, sonham no homem perfeito e cuidam dos danos de cada pobre coitado que vai pra lá. É equipamento de um lado, risadas de outro, fofocas altas ou baixas, velho resmungando, jovem no ‘ondas’ do lado da namorada que leva maquiagem etc etc...
Pois bem, lá fui eu e Judas (novíssimo apelido do meu pé, que me derruba quando quer) para a fisio. Chegando lá... depois de todo o processo de adaptação naquele emulsificador social faço um procedimento e logo depois sou jogado, pelas ordens de voz fina e sutil de uma das fisioterapeutas, para uma cama, onde uma tal de Maria e Joana passam gel e lazers especiais em Judas.
Ao meu lado estava um rapaz, com seus 35 anos e um pouco mais falante do que eu, que falo relativamente muito. O cara era legal, chamou as estagiárias de escraviárias, brincou com todo mundo, soltou piada e ia agradando toda a população, no meio da conversa perguntou onde eu havia morado e eu disse: Dinamarca e Holanda. Ai ele: “Então só fumasse maconha hein?” E eu: Porra, pra caralho velho ahahah
O cara, esperto e diplomático, começou a contar a história de sua vida, dizendo que ia ao recife antigo há 10 anos, que curtia muito rock, que enchia a cara 4 vezes por semana etc e tals. E eu pensando: “porra instigado o cara, que bom vê-lo agora pai de família, vivo, feliz e empregado, já fui pesado assim e agora tou no meio termo, legal, pra tudo há esperança”.
Ai o nosso colega começa: “Mas ai eu parei né? Encontrei o meu caminho ao lado do senhor. Meu pai me chamou de fanático. Eu disse: Fanático o que? Você quer que eu seja fanático pela bebida ou fanático por Jesus? Ai ele calou a boca. Pois é Gregor, eu me converti e tou muito bem, não traio minha mulher, não bebo mais, não uso drogas, etc etc. Mas e ai tu estuda aonde? Eu: Pow... então... estudo no CFCH. Ele: Eitaaaa, só tem crânio lá né velho? Só galera cabeça. Eu: Pow mais ou menos visse? Tem uma galera lá que é foda mermo e uma população que só faz seguir tendência... Ele: É... e teus pais? Qual é o lance deles com essa parada toda? Eu: Porra velho é complicado visse? Meio contraditório meio... Ele: Mas não, abrace seus pais, diga que ama seus pais. Você não sabe o bem que há na família, só eu que amo e temo o senhor tou ligado nisso. E prego viu? Mas eu só prego pra quem quer ouvir, pra quem não quer eu não prego não... E eu vou pro céu, por que eu tenho certeza que vou pro céu, e também que quando eu chegar lá muita gente que acha que vai pra lá não vai pra lá, disso eu tenho certeza” E assim continuou nosso amigo, com o senhor o senhor o senhor...
Bem, prosa a parte, eu achei o caso interessantíssimo e, repetindo: “Eles estão chegando...” Quando fui assistente de pesquisa na Fundacão Joaquim Nabuco me impressionei com o poder dos evangélicos, pentecostais ou neo-pentecostais, na política brasileira. Os caras votam em bloco, lançam pastores- políticos e defendem sua ideologia com unhas e dentes. E a cada momento que passa eles vão ganhando espaço, conquistando espaços já ocupados e, mais importante, ocupando os espaços vazios. Na favela existem duas instituicões poderosíssimas com muito dinheiro e intocáveis e elas são, por mais contraditório que seja, os opostos simétricos uma da outra “a boca de fumo” e “a igreja evangélica”. Por décadas a fio no século XX os pentecostais e neo-pentecostais lutaram, granjearam votos, convenceram pessoas de que as drogas eram más. Desenvolveram uma ideologia tão forte e brutal que você pode conversar com qualquer pessoa hoje em dia que eles acreditam que o mundo sempre viveu numa guerra eterna contra as drogas e que tanto durante o império brasileiro (sim boboca houve um império brasileiro) como durante o romano haviam os viciados, os que matavam pela droga e os que viviam pela droga. Pura construção dedutiva de uma ideologia construída por evangélicos a partir do século XX, só passamos a ter grandes problemas e mortes devido as drogas depois de sua demonizacão feita por cristãos.
O que me impressiona é que, por mais que existam artigos científicos que falam o que acabei de falar, por mais que existam filmes, entre outros, o poder do discurso evangélico é fortíssimo. Eles têm televisão, rádios, dia desses até o demônio EM SI! falou na rádio através de um possuído, e têm Igrejas, igrejas, muitas igrejas. Criam oposições que são aceitas até entre a classe média letrada, o prazer e embriaguez são demoníacos, o nosso amigo, para parar de beber teve de procurar algo maior que o álcool uma droga que “só faz bem” e se apegou a deus.
Mas ora! Deus ou Jesus, na formulação que existe entre nossos companheiros pré-xiitas também não é uma droga? Será que não provocam uma ilusão e euforia coletiva? Você vota de acordo com seu deus, você relaciona tudo ao seu deus, quando você chega em um lugar você fala de seu deus, você demoniza que é contrário ao seu deus, você rejeita outras formas de socializações e manifestações culturais que vão de encontro ao seu deus e você tem medo do outro, você sonha em um céu depois de sua morte por causa de seu deus e você além de falar sobre ele todo o dia, vai pelo menos uma vez por semana escutar histórias não reais puramente metafóricas e psicodélicas sobre o seu deus. Os efeitos colaterais é estranhamento do outro, medo do outro, demonizacão do outro.
Os evangélicos se dizem da paz. Que se envergonhem de considerarem-se como tal, pois sua campanha e conquistas nas leis anti-drogas mataram mais pessoas do que as guerras do Vietnã, Afeganistão e Iraque juntas, sua pregação contra a liberdade dos sexos cria vítimas de homofobia todos os dias e seus roubos descarados e promessas de compra e venda de terrenos celestiais já faliram pessoas e prejudicaram um bom quinhão de enfermos que não procuraram ajuda médica crentes que seria salvos pela forca do senhor. Garanto que nenhum usuário de droga nenhuma causou a quantidade de ilusões e mortes que os nossos colegas evangélicos causaram.
Bem ou mal, admiro meus inimigos pela sua perseverança e insistência, quando o deus dele alcançar os altos escalões, pois já alcançam os 2º escalões em quase todos as instâncias de poder, vou lamentar nossa pobre reação e resistir aos códigos de seu deus que, assim como nos foi imposta a proibição das drogas, será impostas outras regras e normas que deveremos obedecer com a ameaça de santas punições.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
A parada é polêmica
Engracado que um amigo meu me visitou recentemente e eu conversei muito com ele e sobre sua ‘loucura’, quer dizer, sobre sua preocupação com o que é real e o que é a existência. Bem... lombras a parte nunca pensei que a noia de meu amigo, bem ou mal, seria passada para mim depois que o mesmo voltasse a sua terra quase natal. Fiquei com aquela mania dele de pensar num assunto que me fosse controverso e tentar me aliviar (que é o que faço agora, com muita esperança para que dê certo) escrevendo sobre ele.
É que, sempre que vejo uma pessoa defendendo uma mulher que vai com a calcinha a mostra em uma repartição pública, de uma suposta censura e diz que ela está sendo vítima de machismo, que as mulheres foram exploradas e que agora as calcinhas podem estar por tudo o que é canto, sempre que vejo grupos de homossexuais pedindo uma legislação para crimes de homofobia querendo que a agressão a um homossexual seja mais grave do que a agressão a um hetero, eu me sinto indignado. Me sinto indignado também pelo fato do crime de racismo existir na lei, pelo fato dos negros terem cotas independentemente de sua renda financeira ou passado escolar. Pronto, vamos ficar por aqui senão posso arranjar mais inimigos do que pretendo, por que eles virão eles sempre vêem, eles distorcem contorcem e te chamam do que adoram chamar, racista enrustido, machista enrustido, homofóbico enrustido, fascista essas coisas. Eu não tou nem ai, tou ligado que eu não sou porra nenhuma dessas e que, pelo contrário, sou um ativista pelos direitos sociais, civis e políticos para todos, sem privilégios nem de gênero, nem de cor.
O que me impressiona é como que essas pessoas, realmente tão oprimidas em diferentes momentos das história e vítimas de agressões, preconceitos e exclusões, ao invés de quererem uma igualdade de direitos e lutar por ter seus direitos garantidos (reconhecimento da união civil gay, resgate da cultura afro, salários iguais para homens e mulheres, garantia de punição ao agressor) elas procuram uma espécie de vingança utilitária e pedem privilégios, privilégios e privilégios. Quer dizer então que um cara que me agredir verbalmente (eu branco e heterossexual) vai ter uma menor punição do que o cara que agrediu um negro? Quer dizer então que os caras que me derem uma porrada na rua quebrarem cinco costelas, bacia e meu maxilar, podem ter uma punição menor do que o marido que deixou o olho da mulher roxo? Pera, esses grupos sociais que tanto pediram direitos iguais e tanto lutaram por ele realmente estão tendo direitos iguais? Quer dizer que é certo que o amigo de um negro, neste caso um branco, que estuda para o vestibular com as mesmas dificuldades e que tira nota semelhante ao do seu broder, veja o seu amigo entrar na faculdade por causa da cor da sua pele? “Porra fulano é meu broder, estudamos juntos tiramos notas parecidíssimas, mas ele entrou por que é negro” Aonde isso ajuda a combater o racismo pelo amor de deus?
Já estive nos estados unidos e já morei dois anos na Europa. Lá existe uma diferença gritante entre brancos e negros, dificilmente se misturam, dificilmente convivem juntos, dificilmente se unem matrimonialmente e dificilmente eu via morenos de origem européia. O que quer dizer que historicamente os povos daquele continente não se misturam com outras etnias, ou melhor, transavam com os negros vindouros, sendo a divisão étnica muito mais forte em vários sentidos sociais. Evidentemente o Brasil tem preconceito o qual me entristece muito e contra o qual eu luto, mas não podemos resgatar teorias sociológicas do exterior para fundar ações afirmativas localmente, muito menos utilizar a sensação de culpa cristã para dizermos que estamos compensado uma história do passado, diferentemente do que acontece entre as pessoas, sempre que se compensa o passado dessa forma, ou seja, tornando-o presente no interior de nossas vidas e quotidiano, não nos desgarramos dele, percebemos a diferença das cores, incutimos a diferença e fortalecemos o estigma. Será que as cotas e a especificação de crimes de racismo realmente diminuem a diferença entre o branco e o negro? ou será que eles não só fortalecem o racismo como criam uma proteção racista ao historicamente mais fraco?
Saudades eu tenho daquelas mulheres que lutavam pelo direito de votar, que lutavam por igualdade e, por que não, por privilégios quando adequado fosse como o ‘salário maternidade’. Hoje uma agressão física a mulher deve ser mais severamente punida do que uma agressão física ao homem, feministas levantaram seu escudo e afiaram suas espadas quando uma garota tranzou irresponsavelmente com um cara por ter bebido muito. No seu corpo não havia marcas de resistência, não havia sinais de estupro, mas ela... mulher e pobre coitada foi estuprada e pasmem! Por um negro. Foi um espetáculo internetônico, feministas diziam que ela tinha sido estuprada, e ativistas do movimento negro diziam que a TV e polícia estava sendo racista, não quero nem imaginar se um gay estivesse no meio dos três.
Uma vez eu disse em uma mesa que não queria ir prum tal de um open bar em Recife por que tinha muito gay. Disse em uma mesa de bar entre pessoas que me conheciam e que eu não esperava uma reação tão negativa não só ao fato deu ter usado a palavra gay, mas também ao fato deu não ir pra festa por ela ser de maioria gay. Eu gosto de ir pra festas pra paquerar e fica bem complicado paquerar em festas gays, assim como para muitos gays é chato ir pra festa hetero quando se quer paquerar. O medo da homofobia é tão a flor da pele, assim como o medo dos homofóbicos da Av. Paulista, que alguns grupos homossexuais querem leis específicas para se protegerem.
Em toda essa situação e criação de ilhas para as minorias quem fica de fora? O homem branco, eu sou um homem branco. Nunca serei contra a igualdade dos direitos, nunca serei arianista, mas será que a garantia de direitos para outros grupos étnicos em detrimento do direito de alguns grupos não pode causar um efeito colateral inesperado? Grupos neo-nazistas aparecem no Brasil, e em outras partes do mundo, com um novo fôlego, novo oxigênio.
Será que criar leis específicas para certos grupos faz de nosso país um país mais igual e democrático? Imaginem se eu tivesse um filho branco e um filho negro adotado e os dois, com as mesmas condições sociais e afetivas, tentassem uma universidade e um passasse por ser negro e o outro não passasse por ser branco? Aonde está a democracia? Aonde está a igualdade de todos perante a lei? Algumas pessoas me dizem que estamos então compensando uma história, um passado, mas que passado é esse que estamos compensando se na própria áfrica a escravidão era popular e os negros no Brasil quando tinham alforria logo compravam um escravo? Que passado é esse que estamos compensando em um país em que a própria cor é tão misturada que universidades já deram cota para um irmão gêmeo e outro não?
Já vi muita mulher reclamar de machismo, do estigma de que as que pegam muitos homens são puta enquanto que o homem é um garanhão, já vi muitas delas reclamarem da ditadura das indumentárias, das agressões, da resistência de alguns meios profissionais e eu concordo que elas estão super certas em reclamarem. Mas nunca vi mulher nenhuma reclamar de um “ladies free”. Ora o que é um ‘ladies free’ ? É quando o dono da discoteca deixa as mulheres lá entrarem de graça até um determinado horário, para que homens saibam que lá está cheio de mulher e sejam encorajados a ir, há algo mais machista do que isso? E por que ninguém reclama? Por que ninguém reclama quando um homem deixa a mulher passar na frente ou quando é mais gentil com uma mulher do que com outro homem? Isso tudo não são práticas machistas também? Hoje muitas querem andar com um super decote e se sentirem quase violentadas quando o homem olha. Porra se eu tivesse um super tanquinho e andasse com ele amostra e me sentisse ofendido com isso eu tava fudido, nada contra os decotes, mas reclamar dos olhares dos outros é foda, claro... não tou falando de um psicopata que não tira os olhos não é bem isso.
O que me entristece é que a luta virou particular, cada um que crie seu grupo e que lute por privilégios para seu grupo, os demais que se fodam. A igualdade fraterna não existe. É uma pena... acho que uma agressão a qualquer pessoa de qualquer gênero, cor, etnia ou classe social é uma agressão e a pena deve ser a mesma. Sou a favor sim da igualdade dos direitos. Assim sendo se uma mulher fosse melhor do que um homem para ocupar um cargo em uma empresa e ela não fosse chamada, o absurdo da empresa não deveria ser o machismo, mas sim a desigualdade. É uma pena que a maioria dos grupos de gays, negros e feministas lutem pelos seus direitos em detrimento da igualdade, afinal de contas se grupos têm direitos especiais para que servem os direitos gerais? Os movimentos sociais dessa MAIORIA, creio, deveriam lutar por igualdade. Ao quererem direitos especiais são, na verdade, tão racistas, machistas ou homofóbicos quanto seus vilões, assim como legitima as avessas suas práticas. Creio que admitem sua posição ‘inferior’ na sociedade e pedem ‘indenizacões do coletivo’ por serem como são, na verdade quem pede privilégio para si é tão egoísta quanto os políticos de Brasília, mais perigoso ainda é aquele que pede privilégio para si baseando-se em alguma condição psicológica ou física. O privilégio baseado nessas condições é ou não uma forma de nazismo? Uma forma de superioridade de seu próprio grupo? Eu sou assim eu fui vítima agora eu devo ter mais do que você. Pelo amor dos deuses como que um discurso desse diminui as desigualdades? Um movimento não só pela igualdade, mas pelo fortalecimento da democracia poderia garantir-lhes muito mais benefícios, em termos coletivos do que imagina-se, afinal de contas os louros das conquistas sociais coletivas deveriam ser coletivizadas e diminuir as tensões entre as pessoas, diferentemente dos louros das conquistas grupais que aumentam as diferenças e criam sérias tensões.
Uma vez vi uma menina falando assim: “o racismo está no inconsciente da pessoa, se um rapaz roubar você e você olhar para trás e ver um branco e um negro, quem você vai achar que foi?”. Digo sem nenhuma preocupação e nenhum pudor que desconfiaria primeiramente do negro, não por que sou racista, mas que um negro por sua condição SOCIAL e não DE COR, inclusive estatísticamente, assalta muito mais do que um branco. Lembrando o absurdo da discussão que estou pondo aqui já que quase todo mundo no Brasil é moreno. Agora se a pergunta fosse: “Se você olhasse para trás e você visse um negro muito bem vestido e um branco muito mal vestido, de quem você desconfiaria?” Desconfiaria do branco, pelo assalto ser uma agressão de aquisição de capital que uma pessoa aparentemente mais pobre está mais propícia a fazer do que uma pessoa aparentemente mais rica. Agora sabe de quem eu tenho raiva mesmo? Dos políticos que nos roubam, pode ser branco ou negro é desses filhos da puta que tenho raiva.
A igualdade é minha bandeira e é ela que uso em toda minha argumentação, sou a favor da união civil de homossexuais, sou a favor que mulheres tenham salários iguais aos dos homens, sou a favor do “bolsa maternidade”, do resgate da memória negra, inclusive da ‘história negra’ em nossas escolas, isso ajuda e cura racismo muito mais do que cotas para negros. Repudio de todas as formas a violência e agressão a qualquer ser humano, independentemente de sua cor ou gênero, uma agressão a um ser humano é uma agressão a um ser humano, tanto física como verbal e deve ser punida como tal.
Agora eu entendo esses grupos que lutam por esses privilégios, Exú sabe a raiva que tenho quando vejo preconceito contra nordestino, mas não quero lei especial para mim, uma ofensa tanto a um nordestino como a um sudestino é uma ofensa e deve ser tratada como tal. Por outro lado, sou a favor de privilégios temporários para pessoas (brancas, negras, gays, mulheres) da baixa classe social, essas pessoas sim. As de pinheirinho, as que sofrem com o aumento das passagens, as que vivem em palafitas e ao lado de esgoto a céu aberto, geralmente com ratos como a melhor companhia. Esses sim merecem alguma cota e ‘privilégios sociais’. Aos menos favorecidos que façamos mais ‘favores’.
Bem, acho que formulei razoavelmente meu ponto aqui. Os radicais de plantão não desvirtuem o que escrevi, não peguem uma frase ou duas e façam disso minha estampa, nunca tive medo do que acreditei e sempre lutei por minhas crenças por considerar elas boas não só para mim, mas para o coletivo em geral. Se entenderem que estou sendo contra uma lei que de fato diminuiu a agressão contra mulher estão entendendo errado, eu estou sendo contra ao fato de ter sido necessário a criação de uma lei para proteger a mulher, se virem racismo ou homofobia em minhas palavras estão vendo com muita nóia na cabeça, na verdade estão no processo de ditadura das minorias e mal sabem.
Sempre que tiver uma marcha das vadias, orgulho negro, parada gay o que for eu vou apoiar não pelos privilégios, mas pela igualdade dos direitos, pelo fim dos preconceitos, pela pluralização da democracia, afinal de contas eu mesmo acho saia massa e lamento muito vivermos em uma sociedade tão machista que homem não pode usar saia e que não há saias mais masculinas mesmo para que possamos comprar ahahah. Enfim não sou que nem árvore que sai do canto ou pedra que nunca muda, sou mutável e posso mudar de idéia, de pensamento se achar que a mudança é mais coerente para a minha pessoa. A postagem tá grande, mas acho o diálogo pertinente, por isso divido com vocês, com muita boa vontade e sem fuzis e bazucas, por que não quero fight, mas trocas de idéias são sempre importantes.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Marília, a culpa é nossa.
Quando a vereadora do PSB, Marília Arraes, lancara a PL a respeito a proibicão do consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas entre as 22hrs e 6hrs da noite, eu tive um susto. Susto por que a PL fora aprovada em primeira instância na câmara e também pelo seu conteúdo. Creio ter sido na tarde desta quarta feira passada, estava na biblioteca estudando para a monografia. Naquele momento, por ironia do destino lia justamente sobre a lei seca estadunidense e os seus diversos efeitos colaterais, que culminaram na revogacão da lei. Lia com algum conforto, tendo o privilégio de assistir as cagadas de algumas políticas públicas do passado de camarote. Até que entre uma bisbilhotada e outra em meu facebook me deparo com o PL da digníssima vereadora. Parecia uma brincadeira de mal gosto. Todos os argumentos obsoletos, vazios e autoritários usados para legitimar a proibição do uso de álcool na lei seca estadunidense ressuscitaram, saiam necrosados e empoeirados para ganhar vida na boca da vereadora. Uma espécie de assombração eletrônica que nunca vi acontecer, dos meus pdfs para a nossa querida Marília.
Logo que a digníssima divulgava a sua conquista parlamentar, seu facebook recebera uma enxurrada de reclamações, muita gente conhecida, inclusive, atacava a PL da vereadora. Eu, obviamente, também argumentei e critiquei seu projeto. Algumas pessoas mais emocionadas com o absurdo da PL partiam para uma agressão menos fundamentada, outros colegas construíam argumentos fortes, embasados e tentavam com eloqüência e uma evidente irritação mostrar para a vereadora o absurdo que vazia. Absurdo político? Claro que não, Marília não é burra. Absurdo democrático? Certamente sim, tirar a liberdade dos cidadãos tendo o medo como a principal motivação é o argumento mais usado por todo o regime totalitário, tanto de direita como de esquerda.
Enfim, todos nós criticamos o projeto, mostramos nosso descontentamento e alguns de nós, inclusive eu, fomos meio incisivos e ‘ocupamos’ a página da vereadora. No entanto, na minha reflexão (ó! profunda reflexão, rs...) de domingo me perguntei, quem é o verdadeiro culpado dessa PL? Cheguei a triste e, relativamente óbvia conclusão de que nós somos os culpados, todos ali que criticaram e grande parte dos que estão contra a vereadora são responsáveis e muito, pelo fato do PL estar aonde estar. Somos, em nossa maioria, estudantes universitários ou jovens profissionais. Nos comentários da PL da vereadora havia sociólogos, antropólogos, historiadores, filósofos, professores, jornalistas, profissionais da área cultural, musical etc. Todos nós ou a grande maioria não dispensamos um bom boteco com mesas e cadeiras nas calcadas, um arzinho fresco para refrescar e uma boa gelada. Tradicionalmente saímos de nossas universidades ou do trabalho numa sexta ou, as vezes, em dia de semana e as cadeiras de fora são as mais disputadas. Criticamos o PL por que ele nos atingiu diretamente, atingiu no que mais prezamos como prática hedonista de nossa vida profissional, a bohemia (pseudo?) intelectual. Muitos do que ali comentaram, acompanham pouco da atividade medíocre da câmara dos vereadores, grande parte dos estudantes de humanas de Pernambuco parece ter se isolado da vida política de sua cidade, universidade e seus arredores.
Somos os indivíduos formados e instruídos para ter a maior capacidade argumentadora e conhecimento para acompanharmos e pressionarmos, quando necessário, a câmara dos vereadores, câmara dos deputados, e outras instâncias do governo. Temos conhecimentos importantes sobre estruturação política, movimentos sociais, políticas públicas, lei, etc... e, no entanto, o que fazemos? É interessante perceber que o edifício da universidade federal que mais forma indivíduos incabidos de pensar a sociedade e influenciar na sua melhor estruturação, é também o edifício que mais definha e literalmente cai aos pedaços. Estudamos sobre ditaduras, governos totalitários, revoluções, sociedade de controle, abusos de poder e, ainda assim, fomos todos nós, alunos e professores, incapazes de nos mobilizarmos e fazermos com que os elevadores do edifício mais alto da UFPE, o CFCH e seus 15 andares, voltasse a funcionar tempranamente. Os elevadores ficaram mais de três meses ora funcionando ora não. Muitos de nós temos boa consciência política, boa consciência ecológica e fazemos pouco, muito pouco. A grande maioria, talvez pelas próprias dificuldades de por parte de nossas crenças em prática, fica satisfeita com o hedonismo. Somos incapazes de nos organizarmos politicamente, mas veja só ‘inventamos’ as festas open bar, elaboramos os lugares transados da cidade, os festivais, as amostras, os espaços artísticos. Volta e meia abrimos um bar ali e outro aqui, fazemos excelentes vídeos de divulgações de festa, lugares legais e de grande movimentação de pessoas e dinheiro onde podemos ser intelectuais, nos embriagar e esquecer um pouco que o resto da cidade não entende nada sobre sociedade de classes e indústria cultural.
Muitos de nós achamos a política daqui algo muito ‘mundano’ talvez até ‘imundo’ e nos ‘aquartelamos’ em nossas monografias, reportagens, eventos, teses, intervencões e dissertações. Reinventamos a roda em nossos argumentos lindos e de boa nota nas bancadas acadêmicas, sabemos muito de sociedade e fazemos a acadêmicofagia, a academia para a academia, temos o nosso clubinho e publicamos artigos para nós mesmos, matérias e documentários criticando o resto do mundo também para nós mesmos, e achamos isso cool, legal e estamos satisfeitos e felizes. É bonito escrever sobre as lutas do MST, fazermos vídeos criticando as grandes construtoras da cidade, ou fazermos passeatas para a legalização da maconha, afirmação gay, emancipação feminina etc. Fazemos argumentos lindos para pessoas que já nos entendem, recebemos os elogios que esperamos e nos damos por satisfeitos, quando fazemos as marchas falamos de nós para nós mesmos, criticamos todos que estão nos criticando, estamos juntos, temos uma forte idéia de unidade e de voz uníssona para depois voltarmos a nossa corriqueira acadêmico fagia.
Até que... uma das herdeiras da dinastia Arraes tenta usurpar o nosso direito de nos anestesiarmos um pouco desse mundo que tentamos fazer de conta que não existe. Ai perdemos o eixo, bombardeamos sua página da internet usando nossas respectivas capacidades argumentativas tão respeitadas na academia, sugerimos passeatas e mobilizações, falamos mal da câmara dos vereadores, pedimos para eles não nos meterem em nossas vidas, invocados o direito de liberdade (liberdade?), chamamos a deusa democracia, acusamos de totalitarismo autoritarismo etc etc, berramos berramos e berramos, quase que esperando que a providência da razão caia sobre sua cabeça e que nossos argumentos funcionem, afinal de contas, não são tão bons em artigos publicados?
Muitas pessoas aqui podem estar um pouco irritadas, sentindo-se diretamente atacada ou, com alguma razão, pensando: “porra esse cara ta falando mal de todo mundo, mas que porra ele faz”? Eu decidi estudar sociologia para colaborar, de alguma forma, para a construção de um mundo melhor e, com alguma ‘preguica’ vou notando que não adianta ficar somente nos espaços das faculdades, rodas intelectuais ou afins. Critiquei vocês da mesma forma que me critiquei, não sou melhor do que ninguém aqui, por isso mesmo fiz essa postagem. Somados nós somos fácil 8 mil pessoas, número mais do que suficiente para fazer rebuliço político, eleger deputado estadual, eleger vereador etc etc... Juntos temos uma estrutura impressionante de mobilização política, espaços culturais, espaços artísticos, casas de festa, bares, e festas open bar. Unidos temos um alcance considerável.
Não vou falar aqui em nomes de pessoas, muito menos de organizações, não quero apontar o dedo pra ninguém, mas muitos de nós temos importantes interesses em comum, somos todos a favor de ciclovias, legalização do aborto, criminalização da homofobia, legalização da maconha, permissão para beber em vias públicas, festivais culturais, políticas publicas de valorização dos espaços artísticos, uma urbanização mais responsável etc etc. Além disso, já temos toda uma estrutura que se funciona muito bem para festa, não podia ser diferente em termos políticos. Já temos todo o know-how político sem nem sabermos. Imaginem se nós, jovens universitários e/ou profissionais conseguíssemos nos organizar de maneira sistemática para termos essas causas como nosso denominador comum? Imaginem se esses festivais e espaços artísticos tivessem o mínimo de participação política? Imagine se todo antropólogo, sociólogo, jornalista etc... pudesse formular um blog crítico e incisivo a respeito de nossa realidade local? Creio que podemos fazer isso e que devemos abrir nossos olhos para tal, assim sendo, será mais fácil resistir a medidas públicas absurdas e reclamarmos com forca e consistência a respeito de nossos direitos, afinal de contas só tem direito de reclamar quem participa. Aceitar que a democracia não é um direito, mas uma condição constantemente sob disputa é uma algo fundamental para podermos garanti-la.
Espero ter cooperado na troca de idéias e quem sabe, que possamos partir para ações mais fortes. Um forte abraço a todos.
sábado, 10 de dezembro de 2011
A Invasão
Era um café discreto no centro de Amsterdam, perto da estação central, algumas quadras em direção ao red light ditrict, você tomaria a direção oposta do bairro. Ali, entre uma rua e outra próximo de um canal cercado por árvores e postes floridos, tinha um café. Ambiente aconchegante, delicado e com mesas distantes uma da outra, de modo que os clientes poderiam conversar com discrição e privacidade. Os talheres eram de prata e a mesa tinha pratos sobre-postos e diferentes tipos de copo. Um para água, outro para vinho, etc...
- O que você acha da medida de Wilders, perguntou Arnold, um holandês “puro” para seu colega Christian, igualmente “puro”.
- Concordo plenamente, muçulmanos para estuprar nossas mulheres, muçulmanos para roubar nossas casas, turcos para roubar nossos empregos, mande todos para o inferno. Opa, chegou um cliente.
O Senhor era vestia um longo sobre tudo estilo tweed e um chapéu cinza, tinha uns 70 anos. Corpulento, rosto largo e cabelo grisalho, sentou-se na cadeira depois de Christian tê-lo ajudado e falou:
- Uma água por favor e, se não se incomodar, gostaria que trouxesse óleo de cozinha.
O garçom atendeu o pedido, achando estranho o óleo de cozinha, mas não se importou. O cliente agradeceu-o enquanto cumprimentava seu colega que chegara um pouco mias tarde para a reunião, reunião, diga-se, que não tinham ha 100 anos.
- E o senhor o que vai querer?
- O mesmo, por gentileza.
Enquanto o garçom saia o rapaz que chegara perguntava a seu colega:
- Então, Tiracus, qual o seu balanço?
- É interessante não? Há 5 mil anos quando misturamos os Teroneses com os símios nunca pensaríamos que daria certo não é?
- Verdade...
- Veja só... os símios são nativos deste planeta, são ágeis, fortes, têm um senso de comunidade maior do que o nosso e têm a patofilia constante, sabe? Todos aqueles processos estranhos a nós como o apego pelo outro a violência, a ausência de controle e tudo o mais. O interessante dos símios é que a comunidade parece surgir para abarcar a patofilia desenfreada deles. Bem... e nós? Não temos patofilia, somos fracos para o ambiente deste planeta e somos a espécie com as cadeias de raciocínio mais complexas do universo, o que não temos com o senso de comunidade temos com o senso de dominação e sobreposição. E então, o que resultou do cruzamento? Os humanos... ahh... os humanos... têm a comunidade dos símeos, o senso de dominação dos teroneses, a patofilia dos símeos e raciocínios complexos que, confesso, me admira... No começo pensávamos que Tusriak, o coordenador do projeto, estava errado. Os primeiros séculos de cruza não deram tão certo, misturamos com orangotangos, chipanzés e gorilas e de cada um desses vieram variações esquisitas, neandertais, cromagnons, australopitecus, todos deram errado, a central pensou em cancelar o contrato com nossa empresa e deu o prazo de somente 500 anos, não fizemos nenhuma alteração, não colocamos nenhum elemento novo e veja no que deu! Os Homo sapiens prevaleceram e começaram a dar sinais dos elementos que mais nos interessavam...
- Tudo bem, falou o rapaz, mas... e sua avaliação?
- Ó, perdão Ragfar, acho que estou ficando lento como eles. Essa comida deste planeta não me faz bem e aqui preciso beber mais óleo do que de costume, as nano células precisam de mais líquido oleoso para processar meu arquivador. A temperatura não ajuda muito, pois bem... são 7 bilhões de cabeças, o que nos da 28 bilhões de quilos de carne, 21 bilhões de quilos de ossos, 14 bilhões de tecido inteligente, 21 bilhões de quilos viscerais e mais de 10 bilhões de metros quadrados de pele.
- Nossa, já imaginou essa pele nas bolsas das fêmas em Terânia? Ia custar muito, deus do céu!
- Verdade, quão mais inteligente a espécie criada maior o preço da pele. Bem... além disso... eles fazem um excelente trabalho de processamento de metal. Economizaram um tempo considerável nosso ao extrair os metais, classificá-los, identificá-los e processá-los. Temos metais de diferentes tipos, peso, magnetismo e por ai vai, podemos fazer bons lucros ao vender para as companhias de cruzadores intergalácticos. Mas, veja bem... é uma raça com boas idéias entende? Eu não sugiro que nós abatamos todos de uma vez, eu fiz um levantamento com alguns humanos, é uma organização que eles chamam de Universidade, e peguei uma amostra de diferentes tipos culturais, variações genéticas, etc... sugiro que peguemos 10 milhões deles para aprofundarmos as pesquisas, desenvolvermos clonagens, e criá-los em fazendas com a devida tecnologia. Os outros 20 milhões poderíamos induzir a um sono profundo e conectá-los aos sistemas inteligentes desenvolvidos pela empresa, simularmos a vida deles aqui entende? Para pegarmos as informações leves, estudarmos o que poderiam criar, o que poderiam elaborar etc, podemos lucrar a partir disso também.
- Interessante.
- O mais interessante é que a cada estágio de evolução vemos a forca do embate entre o legado tetronês e o legado símio, alguns desses processos que eu falei aqui eles já realizam neles mesmos em estágios menos avançado, claro. Criaram um sistema precário de comunicação via metal e ar, chamado internet, que não se definiu nem em sistema de emancipação contra os controladores, nem em sistema de regulamento total e manipulação leve pelos homos sapiens dominantes.
- O que você me fala é preocupante Tiracus, há 60 décadas desenvolveram a única arma que poderia destruir um cruzador, e agora já começam a transportar suas capacidades de comunicação e manifestação para uma rede conectada. Isso pode complicar na invasão...
- Não eu estou tranqüilo Ragfar, as bombas de fissão nuclear, estão todas apontadas para inimigos, eles não se vêm como uma espécie só, criaram inimigos e diferenciações na maneira mais estúpida. A guerra entre eles, cuidadosamente planejada por nós para que fosse uma constante, não favorece a união necessária que deveriam ter para resistirem a nossa invasão. Por exemplo, veja esses dois jovens. Sua pele é branca, seus olhos azuis, seus corpos diferentes de outras variações em outras regiões, é só eu trazer outro homo sapiens com a pele diferente, olhos diferentes e falando uma sequencia de sons distinta da que eles conhecem que são capazes de se matar.
Os dois deram boas risadas.
- Perdão Tiracus, você sabe como o pessoal da empresa é preocupado com prazos e tudo mais né? Foi uma pergunta boba, mas necessária. Bem quando começamos a invasão?
- Onde a armada está estacionada?
- Na órbita de júpiter.
- Amanhã, já poderíamos começar.
- Ótimo.
- Aqui está o relatório com uma amostra das diferentes espécies, as cidades que devem receber o gás mais cedo, os centros nucleares que devem ser neutralizados, as centrais de metal, etc...
- Excelente.
Em 10 horas terráqueas não se esqueça de ligar seu ecstroplor, pegaremos você antes da invasão.
- No aguardo,
- se eu simplesmente sumir, ao invés de andar, eles vão perceber?
- Não, estou no controle deles desde que estava a alguns metros do estabelecimento.
- Tudo bem, até mais.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Peidar na cara é nova moda política
Peidar na cara é nova moda política
Estranhas movimentações de diferentes partidos estão sendo observadas pela nossa equipe. Faz algumas semanas que não somente a bancada ruralista, mas também outros setores do congresso estão elaborando uma tática política que vai dar o que falar. É o peido na cara eleitoral. Quando um repórter de nossa equipe perguntou a Joaquim Barbosa senador de Pernambuco pelo PPQP ele disse:
“Veja bem... essa moda na política de roubar já passou. Antigamente roubávamos e éramos eleitos, era a tática psicológica da irritabilidade do povo, ou seja, quão mais irritamos o eleitorado, mais ele se sente seduzido a nos votar. Somos o fruto proibido que eles secretamente escolhem. Mas hoje em dia todos roubam, CPI deixou de ser espetáculo, propina e desvio de verba da menos ibope do que a Hebe. O povo quer isso combinado a outra coisa, algo mais pessoal, mais privado. Não em vão peidei na tribuna e vou continuar peidando pro meu eleitorado, usarei a psicologia do que fede, mas é bom. Afinal que não gosta de peidar?”
Silvério Tadeu do PCC de São Paulo já não concorda diz ele que roubar sempre, mas peidar só se tiver na suplência.
Acessores parlamentares, inclusive, já elaboram qual símbolo colocar no twitter para o gesto polític-olfativo.
Uns mais radicais outros moderados o que dificilmente encontramos aqui são parlamentares contra o peido eleitoral.
Estranhas movimentações de diferentes partidos estão sendo observadas pela nossa equipe. Faz algumas semanas que não somente a bancada ruralista, mas também outros setores do congresso estão elaborando uma tática política que vai dar o que falar. É o peido na cara eleitoral. Quando um repórter de nossa equipe perguntou a Joaquim Barbosa senador de Pernambuco pelo PPQP ele disse:
“Veja bem... essa moda na política de roubar já passou. Antigamente roubávamos e éramos eleitos, era a tática psicológica da irritabilidade do povo, ou seja, quão mais irritamos o eleitorado, mais ele se sente seduzido a nos votar. Somos o fruto proibido que eles secretamente escolhem. Mas hoje em dia todos roubam, CPI deixou de ser espetáculo, propina e desvio de verba da menos ibope do que a Hebe. O povo quer isso combinado a outra coisa, algo mais pessoal, mais privado. Não em vão peidei na tribuna e vou continuar peidando pro meu eleitorado, usarei a psicologia do que fede, mas é bom. Afinal que não gosta de peidar?”
Silvério Tadeu do PCC de São Paulo já não concorda diz ele que roubar sempre, mas peidar só se tiver na suplência.
Acessores parlamentares, inclusive, já elaboram qual símbolo colocar no twitter para o gesto polític-olfativo.
Uns mais radicais outros moderados o que dificilmente encontramos aqui são parlamentares contra o peido eleitoral.
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